Cartografar Voltaire em Portugal e na Literatura Portuguesa

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La Princesse de Babylone (1768)

Título do texto de chegada
A Princesa da Babilónia e Micrómegas

Nome do tradutor
NI

Local de edição / produção
Lisboa

Editora
Livraria Escolar Editora

Coleção
Claridade

Ano de publicação / produção
1946

Tipoimpresso

Arquivo / Biblioteca e cota
BGUC: 5-39-34

Paratextos
1. "Notícia de Abertura": notas biográficas; revisão detalhada das ideias filosóficas de Voltaire e sua participação na "Enciclopédia": «Conta-se que em 1778, quando Voltaire empreendia a jornada para Paris – onde viria a falecer ainda esse ano – um velho postilhão muito velho para conduzir o escritor, tê-lo-ia confiado a um dos seus cocheiros dizendo: «Pensa na honra que representa para ti conduzir este grande homem; há dez reis na Europa, mas em todo o mundo há só Voltaire.». O velho postilhão não se enganava. Havia, com efeito, um só Voltaire. E um Voltaire tão amável e tão terrível que os inimigos da razão e da liberdade serão sempre inimigos de Voltaire e que os homens livres verão sempre em Voltaire um companheiro. Nas épocas de mistificação e obscurantismo Voltaire será denegrido, tudo se fará para esquecê-lo, a seriedade do seu pensamento será contestada, o seu sorriso será desdenhado; mas aí onde os homens são senhores do seu destino, aí onde se empenham em construir ou reconstruir um mundo, a gargalhada de Voltaire acompanhará os passos que se dirigem para o futuro e a sua atitude de dúvida ajudará os homens. É ainda a gargalhada de Rabelais, é ainda a dúvida de Montaigne, que crepitam e revivem neste filho espiritual de Descartes e Bayle. Herdeiro da grande tradição racionalista francesa, Voltaire é um homem do seu tempo: um homem do «século das luzes» (p.5) (...) «Em 1766 Voltaire escreveu a d’Alembert e dizia: «Morrerei, se puder, a rir…». Não sabemos se morreu deixando desmaiar nos lábios cansados o melhor dos seus sorrisos. Mas ainda depois de morto, diabòlicamente, irreverentemente, riu-se dos seus inimigos. Não se limitou a ensinar-nos a viver, quis também ensinar-nos a morrer. Imita-o, leitor. Não abdiques do teu pensamento, não desdenhes a acção e, se for preciso, morre como Voltaire, calmamente, a sorrir.» (p.13). 2. Nota dos Editores (no final): ": «Nota dos Editores»: «Este segundo volume da Colecção Claridade, em formato de algibeira, pretende corresponder ao desejo manifestado por grande número de assinantes e pelo público, que discordaram do primitivo formato da revista. Representando, embora, um maior encargo financeiro para os editores, não quiseram estes deixar de atender a justas observações do público visto que, em primeiro lugar, os anima o único propósito de bem servir, e, depois, porque não querem deixar-se prender nas malhas da rotina. Cabe aqui manifestar os melhores agradecimentos a todos quantos têm concorrido com as suas valiosas críticas para a valorização, tanto formal como substancial, da Colecção Claridade. Os Editores» (97).

Observações
A edição contém a tradução de A Princesa da Babilónia (pp. 15-79) e de Micromegas (pp.80-96) . Na contracapa, indicação dos volumes da Coleção: Jorge Icaza, A Sepultura dos Índios; a seguir: Antologia da Nova Geração. Recolha de Contos e Novelas dos novos escritores portugueses; Jean Cassou, Cervantes; Mark Twain, A Herança do Tio; André Philippe, O Aço; Eugène Samy, Os Vencidos; Louis Guilloux, Histórias dos Bandidos.

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