Título do texto de chegada
Micrómegas: história filosófica
Nome do tradutor
NI
Local de edição / produção
Lisboa
Editora
Fomento de Publicações
Coleção
Mosaico
Ano de publicação / produção
1958?
Tipoimpresso
Arquivo / Biblioteca e cota
BGUC: 5-50-20-29 // Bibl. Pub. Mun. da Figueira da Foz: 4-10-25-23
Paratextos
1. Longa nota bio-bibliográfica:
«Seu pai era fervoroso adepto de uma seita de católicos protestantes. Educado nos princípios do puritanismo toda a sua vida teve o seu quê de paradoxal. Era fictício o seu tão apontado desprezo pela Humanidade. Voltaire amava sobretudo os homens. Filósofo dos mais brilhantes de França, foi também um ficcionista de reais méritos, mesmo um genial ficcionista. Do público português são conhecidas algumas das suas obras e entre elas «Cândido» e «O Ingénuo». A sua irreverência foi, por bem dizer, um brasão e os nobres, que o eram ùnicamente pelo título por ele foram ridicularizados. [alusão aos diferentes périplos, sem descrever as causa, enaltecendo apenas Voltaire] (…)» (p. 5).
««Dizem que este seu estágio no país do Tamisa o influenciou de forma que era capaz de «pensar em inglês». E até a escrever, afirmaremos nós. Jonathan Swift exerceu sobre Voltaire grande influência e essa influência está bem vincada no «Micrómegas», uma das histórias que trazemos ao conhecimento dos leitores de «Mosaico». Tocou-o a sátira desse gigante das letras inglesas que foi o escritor de «Gulliver no país dos Cavalos». Falta contudo a Voltaire o amargor da sátira de Swift.» (p. 6)
«Toda a vida do autor do «Dicionário Filosófico» e dos «Diálogos» é uma rajada forte de irreverência e se não existe um pensador tão contraditório como ele poucos lhe ganharão na dose de humanismo vertido dos seus escritos.» (p. 6)
«Voltaire foi um dos espíritos mais brilhantes da sua época e a sua obra tem o cunho da seriedade. Voltaire foi um lutador. Dentro daquele corpo ridículo e frágil havia um arcaboiço forte, um poder de realização extraordinário. «O século de Luis XIV» e «Ensaios sobre os costumes» são duas obras de um filósofo sério. Em Cirey, onde as escreveu, criou personagens que o ajudaram a imortalizar, das quais destacaremos «Cândido» e o «Ingénuo» de que atrás já fizemos referência. Com «Zadig», a «Princesa da Babilónia», «O mundo tal como é» completam um ciclo de histórias inverosímeis que Voltaire vestia pelo figurino das suas ideias. Diziam que a sua pena ria à medida que corria no papel.» (p. 6-7)
«Esse seu Cândido, verdadeiro Suprasumo do pessimismo deve ser um dos livros mais alegres que se tem escrito desde que o mundo é mundo. Vive «O Ingénuo» a comparação, a simplicidade de espírito de um selvagem e a corrupção, os vícios dos supercivilizados de então.» (p. 7)
«Morreu Voltaire com oitenta e quatro anos e o seu cérebro privilegiado, esse cérebro que tanto tempo iluminou um corpo enfermiço, abriu aos homens novos caminhos castigando com a sua pena todas as tiranias e todas as prepotências» (p. 7).
Observações
Data do carimbo da BGUC (Depósito Legal)
Coleção Mosaico: «Pequena Antologia de obras-primas. Direção literária de Manuel do Nascimento)»
Seguido de «Joãozinho e Nicolino» (pp. 35-46 – conto de teor moralizante (Jeannot et Colin, 1764 – histoire indienne): Cf final: «E assim, João pai, Joan mãe e Joãozinho filho aprenderam que a ventura não está na vaidade».
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